segunda-feira, 11 de maio de 2009

A mulher da minha vida

O relacionamento entre empregadas e homens que moram sozinhos costuma ser ótimo. Melhor até do que muitos casamentos

Cerca de 110 000 homens brasileiros, de classe média alta, moram sozinhos – 55% deles têm entre 30 e 44 anos. A cada um corresponde, provavelmente, uma mulher muito (mas muito) feliz. Quem é ela? A sua empregada, claro. O casamento entre os dois tende a ser perfeito – sem cobranças ou brigas. E ela costuma adorá-lo. Uma empregada de um homem solteiro (ou divorciado) sente-se a própria rainha daquele lar vazio e calmo. Faz o que quer, como quer, quando quer – sem que ninguém fique em cima, inspecionando a limpeza, como, em geral, fazem as patroas. "Eu não reclamo de nada", diz o arquiteto e fotógrafo paulista Fabio Laub, de 33 anos. "Não quero me indispor com a Maria: ela tem a minha total confiança." Ele e Maria Camaçari, de 60 anos, estão juntos há quatro. Maria costuma dar palpites até quanto às namoradas de Laub. Muito mais do que palpites, na verdade. Quando ela não simpatiza com a moça, faz da vida dela, segundo palavras do próprio Laub, "um inferno". Entre outros atos de sabotagem, deixa de dar os recados dela e se recusa a lavar as peças de roupa que porventura a namorada tenha esquecido na casa do patrãozinho. Se Maria, no entanto, simpatiza com a felizarda, aí é uma maravilha. Laub conheceu a atual namorada há cerca de um ano. Maria adorou a jovem. Tanto que abriu um espaço no guarda-roupa dele para as mudas de roupa dela. Já com certos familiares, todo cuidado é pouco. Recentemente, a mãe de Laub visitou o filho e notou que o fogão não estava limpo como ela achava que deveria. Alertou-o, mas ele não fez nada. Vai que a Maria se chateie...

Para o homem que mora sozinho, a presença de uma empregada – ainda que eles não se encontrem muito e ela vá apenas duas ou três vezes por semana – dá um ar mais familiar à casa. Ele chega, a cama está esticada, o jantar está preparado... "A sensação de solidão diminui quando chego e vejo a casa arrumada, com cheirinho de limpeza", diz o publicitário paulista Guilherme Rodrigues Alves, de 35 anos. Há cinco anos, ele conta com a companhia e os cuidados de Marildes Costa de Souza, de 33 anos. É ela quem se encarrega de praticamente todos os afazeres da casa. Marildes lava, passa, arruma, organiza as listas de supermercado e avisa quando Guilherme precisa comprar cabides e lençóis, por exemplo. E ainda zela pelo estado das roupas do rapaz. Até meias e cuecas ela diz quando é preciso comprar. "Sou uma verdadeira mãe para ele", afirma Marildes. "O Guilherme é ótimo, nunca reclama de nada. Tudo para ele está bom." Marildes não mede esforços para agradar. Certa vez, Guilherme resolveu promover um jantar romântico em casa para uma nova namorada. Comprou flores e comentou com Marildes que aquela seria uma noite especial. Por iniciativa própria, ela resolveu ajudá-lo a ganhar de vez o coração da moça. Espalhou pétalas de rosa pelo quarto de Guilherme, fazendo um caminho com elas até a banheira – que deixou devidamente preparada com velas flutuantes.

Apesar do bom relacionamento que se costuma estabelecer entre os homens que moram sozinhos e as suas empregadas, convém lembrar que se trata de uma relação de trabalho – com direitos e deveres de ambas as partes (veja quadro abaixo). Por isso, nada de tratos verbais. Registros e recibos são uma garantia para os dois lados. Até os melhores casamentos precisam de certas formalizações. Mas os desse tipo, reconheça-se, não raro duram mais.

Os dez mandamentos da boa convivência

1. Se você não é do tipo que gosta de conversar, tudo bem. Mas, de vez em quando, bata um papo com ela. Elogie o seu trabalho. Uma das piores coisas para a empregada que trabalha em casa de homem sozinho é a solidão

2. Se você raramente está em casa e nunca vê sua empregada, pratique a comunicação via bilhetes

3. Oriente-a, desde o início, sobre como você gosta da organização da sua casa, para não ter de dar ordens consecutivas – coisa que a maioria dos homens não se sente à vontade para fazer

4. Nunca permita que sua mãe ou namorada interfira no trabalho da sua empregada. Ela é capaz de enlouquecer ao ver "estranhas" se intrometendo no lar do qual ela é a rainha

5. Não divida sua faxineira com sua ex-mulher. Se for inevitável, ignore os comentários trazidos de sua ex-casa

6. Avise-a de que suas miniaturas de carros, seus CDs e outras coleções são para você como os enfeites são para as mulheres

7. Saiba que a maioria das empregadas não gosta de lavar as roupas da namorada do patrão. O argumento: foram contratadas para trabalhar para uma só pessoa. Portanto, se for para ela cuidar da roupa da sua namorada, peça com delicadeza e não abuse – poucas peças, de vez em quando

8. Não se esqueça de deixar a geladeira abastecida. Você pode não comer em casa. Mas ela come

9. Deixar a casa minimamente organizada facilita a limpeza e evita que ela troque suas coisas de lugar

10. Não custa nada agradá-la com uma lembrancinha trazida de sua última viagem de férias ou um presentinho no Natal

Fonte: http://veja.abril.com.br/especiais/homem_2004/p_060.html

domingo, 10 de maio de 2009

Vanessa Macêdo de Vasconcelos – 19 anos





A irreverência e simplicidade de uma adolescente, que esconde a maturidade adquirida durante todo o tempo em que se manteve solitária em seu apartamento, em São Paulo. Vanessa Macêdo de Vasconcelos trocou o Recife pela capital em janeiro de 2008, aos 18 anos de idade, para cursar a faculdade de Publicidade e Propaganda. Atualmente, pretende se transferir para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e retornar para o Recife, porque a saudade da família é imensa.

Há quanto tempo você mora sozinha?
Vim para cá (São Paulo) no ano passado (2008), em janeiro.

O que a levou a morar só?
Vim fazer faculdade de Publicidade e Propaganda.

Como foram os primeiros dias sozinha?
Então, nos primeiros dias, tudo é maravilha. Mas, depois de uma semana, vem uma responsabilidade do tamanho de um trem, a saudade da família bate (a família mora em Recife)... Você olha para os quatro cantos do mundo e pensa: “Cara! O que eu estou fazendo aqui?”

Quais as dificuldades de morar só?
Então, primeiro de tudo, procurar um apartamento para mim. Tipo... Tinha que dar no orçamento feito. Depois, vieram as contas para pagar, que, no Recife, quem tinha toda essa responsabilidade eram meus pais.

E a melhor parte?
A melhor parte de morar sozinha? Cara! Têm muitas, viu! Mas, em primeiro de tudo: a liberdade.

Quais são os seus principais passatempos?
Bom, eu costumo ir para a casa do meu melhor amigo (Hugo) ou, então, ir ao Club A (balada).

Como é a sua organização doméstica com relação ao espaço físico da sua casa, vizinhança, faxina e compras?
A organização está meio que “faltando algo”, sabe? Vizinhos? Nossa! Nem tenho muito contato com eles, porque eu saio de manhã e só chego à noite. Faxina? Vem uma garota toda semana fazer uma faxina aqui em casa. Se ela não tivesse aparecido na minha vida... Nossa! Não sei o que seria de mim. (risos) Compras? Todo sábado, à tarde, eu vou ao supermercado fazer as compras da semana. Hoje, (09/08/2009) eu fui de manhã já para ficar com a tarde livre.

Como é a questão do orçamento? Você consegue se sustentar? Tem dificuldades financeiras?
Meus pais me ajudam. Todo mês, eles mandam o dinheiro do aluguel do apartamento e uma ajuda extra.

Que tipo de comida você costuma comer? Você sabe cozinhar? Que comida não pode faltar na sua casa?
Então, antes de vir para São Paulo, minha mãe teve de me ensinar umas coisas... O básico, né? Mas, depois, eu comecei a trabalhar de hostess** no Boi Preto (restaurante) de São Paulo e fui aprendendo mais algumas coisinhas. Uma comida que não pode faltar aqui em casa é massa. Eu adoro!

** As hostess são mais do que recepcionistas. Elas são uma espécie de cartão de visitas dos estabelecimentos. Elementos como beleza, simpatia e personalidade são atributos importantes para quem trabalha na profissão.

Você lembra de alguma situação engraçada que você tenha vivido em todos esses anos morando sozinha? Já fez alguma besteira, como lavar roupa errado, estragar comida, queimar o chuveiro?
Teve um dia que meu amigo (Hugo) me ligou e disse que queria almoçar aqui em casa. Então, para mostra que eu sabia cozinhar, eu disse que ele poderia até jantar aqui. Acontece que eu não tinha feito a feira da semana. Mas, o improviso serve para que? Para improvisar, né? Então, eu disse para ele que iríamos comer uma macarronada. Cara! Você acredita que, quando eu abri o armário, só tinha miojo? (risos) Nada melhor, né? Pior que isso! Acredita que eu confundi com macarrão e deixei o tempo que um macarrão fica no fogo? Cara! Quando eu fui olhar a panela... Nossa! Estava parecendo uma papa. E você acredita que ele (Hugo) ainda fez questão de comer? Tão lindo... Ele fez com que eu gostasse ainda mais dele. Eu que fiz, nem agüentei colocar uma garfada na boca. Estava horrível mesmo.

Já queimei meu notebook. Estava acontecendo uma queda de energia e eu, toda besta, não sabia que tinha de desligar da tomada, né? Quando eu vi, o pior já tinha acontecido.

E teve outra vez que eu fui fazer arroz. Para fazer arroz, você tem de deixar primeiro o alho e a cebola centrifugarem, né? Só que eu coloquei o alho, a cebola e a água para ferver. Achei estranho, né? Então liguei para minha mãe... Nossa! Ela me chamou tanto de loira burra. (risos)

Você se imagina, depois de tanto tempo morando sozinha, morando tranquilamente com os pais de novo, tendo de dividir a casa, seguir as regras?
Então, morar com os meus pais, realmente, eu não quero. Quero viver minha vida, ser independente, sair e chegar a hora que eu quiser, levar meus amigos para minha casa... Porque, enquanto eu estava em Recife, não tinha a responsabilidade que eu tenho hoje, então, eu pretendo trabalhar lá mesmo e morar só.

Você adquiriu manias neste tempo morando sozinha? Quais?
Mania, não! Mas, eu gosto de deixar minha casa sempre arrumada, coisa que, em Recife, tinha quem fizesse para mim, né? Aqui tenho que me virar como posso.

Você acha que a relação com seus pais vai ser diferente depois da experiência de morar sozinha?
Então, minha relação com meus pais tende a melhorar. Quando eu vivia com eles, eu enxergava uma realidade diferente da que eu enxergo hoje em dia. A partir do momento que eu comecei a entender essa realidade que eles vivem, que eu só aprendi depois que comecei a morar sozinha aqui em São Paulo, minha relação com eles tende a melhorar muito.

Que música você costuma escutar nos momentos de solidão, uma música que combine com você?
Eu adoro MPB. Tem duas músicas que eu ouço bastante: “A Sua”, da Marisa Monte e “Telegrama”, do Zeca Baleiro.

Em caso de necessidade, a quem você recorre?
Ao meu melhor amigo (Hugo), que mora no prédio da frente.

Você considera a sua vida muito diferente da vida das pessoas que moram junto com alguém?
Então, eu já morei com uma pessoa e digo que não é a mesma coisa que morar sozinha. Você tem mais privacidade, enfim, eu acho que seja diferente sim.

Quais são os seus projetos de vida a curto, médio e longo prazo?
No curto prazo, terminar todos os meus trabalhos da faculdade, meu trabalho de conclusão de curso. No médio prazo, trabalhar na área que eu me formar. No longo prazo, constituir uma família e ser feliz, é claro!

Vanessa Macêdo de Vasconcelos faz parte dos nossos entrevistados que não moram na Grande SP e que nos contaram suas histórias em entrevista pela internet.

sábado, 9 de maio de 2009

A lucrativa diversidade

As empresas colocam na mira os solteiros, os GLS e os casais sem filhos

As pesquisas confirmam: é cada vez maior o número de brasileiros que moram sozinhos ou, no máximo, dividem o teto com mais uma pessoa. Os motivos são os mais variados. As famílias vêm encolhendo, os casamentos são tardios, o número de divórcios é crescente e os homossexuais já não têm o temor do passado em assumir a opção sexual e levar uma vida independente.

Segundo o IBGE, enquanto em 1991 5,7% dos domicílios tinham apenas um morador, em 2000 a participação chegava a 9,1%. Os novos consumidores têm despertado a atenção da indústria.

O nicho é amplo e mistura vários perfis. São jovens que querem casar mais tarde e investem no imóvel para morar sozinhos, casais que não querem ter filhos, pessoas separadas, viúvos e o público GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). "O modelo familiar tem mudado, não é só o papai, a mamãe e o filhinho", observa Lilibeth Cardoso Roballo Ferreira, gerente de estudos e pesquisas sociais do IBGE. Com um bom poder aquisitivo e sem despesas extras com os filhos, essas pessoas gastam com restaurantes, em viagens, e não se importam em investir mais para morar confortavelmente.

O setor imobiliário ainda tateia no segmento. Na semana passada, a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) organizou em São Paulo um seminário sobre o perfil desse novo morador urbano. "As empresas começaram a identificar o nicho de um ano para cá, mas ainda não se sabe ao certo o que essa pessoa busca", explica Elizabeth Goldfarb, organizadora do encontro.

Um dos primeiros modelos de imóvel a atender a esse segmento são os lofts. A Fernandez Mera, de São Paulo, comercializou em um ano três prédios voltados para os solteiros. Pesquisas feitas pela empresa revelam que quem procura esse tipo de imóvel geralmente são profissionais liberais, na faixa entre 27 anos e 40 anos. Segundo Fábio Soltau, diretor de produtos, o nicho é mais sofisticado, exigente, e adora privacidade e comodidades, como uma sala de ginástica bem montada e um salão para festas que compense a falta de espaço dos imóveis. O preço é salgado. Um loft de 45 metros quadrados custa R$ 120 mil.

Por causa do alto poder aquisitivo, o público single não se importa em pagar mais quando acha que o investimento vale a pena. Luiz Paulo Pompéia, da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), calcula que, enquanto o metro quadrado do imóvel de um dormitório, na cidade de São Paulo, é avaliado em R$ 2.850, no de quatro dormitórios ele cai para R$ 1.497.

A fabricante de móveis Tok & Stok percebeu o potencial desses consumidores há pelo menos duas décadas. O forte das vendas da empresa são mesas e armários menores, comprados por jovens casais sem filhos, por solteiros ou descasados. "É um público antenado, muito preocupado com o estilo, com a tendência. Por isso é preciso pensar não só no tamanho, mas no design", diz Ademir Bueno, gerente da empresa.

Entre os solitários, o segmento GLS promete ser dos mais promissores. Não existe estatística oficial. Estima-se que haja cerca de 15 milhões de gays e lésbicas no Brasil, ou 9% da população do País.

Existe um projeto em elaboração, articulado entre a Associação de Empresários GLS (AEG), o São Paulo Convention Bureau e o Anhembi Eventos e Turismo, propondo que São Paulo seja a capital gay da América Latina. A cidade já conta com o principal evento, a Parada Gay, que terá a sua sétima versão em junho e da qual devem participar 300 mil pessoas.

Franco Reinaudo, presidente da AEG e sócio da operadora de turismo Álibi, especializada no público gay, garante que São Paulo está mais bem organizada para esse consumidor. "Além dos roteiros culturais e gastronômicos hetero, há quase 80 estabelecimentos comerciais GLS na cidade de São Paulo", afirma. O páreo será difícil para consolidar a vocação paulistana. Os gays dos Estados Unidos e da Europa, por exemplo, gostam de roteiros como Rio de Janeiro, Fernando de Noronha e Pantanal, enquanto os latino-americanos preferem São Paulo.

Os negócios em torno do público GLS se proliferam além do eixo Rio- São Paulo. Vito Ostrowski Júnior é sócio da boate Box, em Curitiba, uma das três do gênero na cidade. Investiu US$ 250 mil e recebe perto de duas mil pessoas por fim de semana.

Um dos problemas do negócio é a freqüência cada vez maior de mulheres heterossexuais. "É para ser um lugar onde os gays ficam à vontade e não sofrem preconceito, mas está havendo uma invasão feminina", conta o empresário. As mulheres, diz Ostrowski, vão ao local em busca de companhia - go-go-boys e garotos de programa - e acabam inibindo os gays. "Por isso organizamos a Quinta G, dia em que só entra homem", explica. Depois da boate, os próximos empreendimentos serão um clube campestre, em São José dos Pinhais, e uma sauna gay em Joinville (SC).

Cuidadosa, a publicidade foge do tema homossexualismo em campanhas. A agência Leo Burnett, no entanto, preferiu apostar. O filme Escola, da Fiat, no ar há dez dias, faz parte de uma série de comerciais polêmicos e mostra uma reunião de colégio em que duas mulheres se apresentam como pai e mãe de um aluno. A professora, é claro, faz cara de surpresa. "Não queremos levantar uma bandeira, apenas tratar o assunto de forma positiva e natural", afirma Denise Millan, diretora de atendimento da agência.

A indústria de alimentos, ainda que timidamente, saiu na frente. Empresas como a Perdigão e a Sadia têm linhas de pratos prontos para uma ou duas pessoas e embalagens econômicas de frios. Nestlé e Unilever têm porções individuais de sopas. A Wickbold lançou há dois anos um pacote de pães com metade do peso do tradicional. "É um consumidor elitizado, com um poder aquisitivo melhor. Politicamente correto, ele não aceita desperdício", diz Edilberto Wickbold, diretor-executivo. As vendas da linha compacta representaram no ano passado 5% do total, ou cerca de R$ 8 milhões.

A Bauducco também mirou nesses consumidores. Acaba de lançar a caixa de biscoitos Variedades, com minipacotes de seis diferentes sabores. Custa mais, porém evita o transtorno que dos solitários de abrir um pacote de bolacha e ver o produto murchar antes da metade. Aloizio Perequito Neto, gerente da Bauducco, conta que fora do Brasil a embalagem individual é muito comum. O próximo lançamento da empresa será a caixa de torrada embalada a cada três fatias.

Se a indústria ainda é lenta em identificar o potencial do single, o varejo parece ter sido mais ágil. Nos supermercados da rede Pão de Açúcar, explica Paulo Lima, diretor regional, já são servidas porções individuais como frutas e verduras. Uma pessoa que mora sozinha não precisa levar um melão inteiro para casa, pode comprar até uma fatia."A procura por esse tipo de mercadoria não pára de crescer", garante Lima. "Mas falta os fabricantes aderirem à tendência." A opinião é a mesma de Paulo Carramenha, presidente do instituto de pesquisas Research International: "Se as empresas tiverem mais recursos, certamente vão investir na segmentação".

Paula Pacheco
Fonte: http://www.terra.com.br/cartacapital/185/empresas.htm

Obs: A gerente de estudos e pesquisas sociais do IBGE, Lilibeth Cardozo Roballo Ferreira, citada na matéria é uma de nossas entrevistadas. Confira em breve a entrevista que fizemos com ela falando sobre o perfil "single".

Dança eu e dança você na dança da Solidão


Em breve, conheça a história de Dona Iracema e saiba por que esta música descreve grande parte de sua vida.
"Solidão é lava que cobre tudo. Amargura em minha boca, sorri seus dentes de chumbo. Solidão palavra cavada no coração. Resignado e mudo, no compasso da desilusão. Desilusão, desilusão. Danço eu dança você na dança da solidão"

terça-feira, 5 de maio de 2009

A casa da Dona Mirtes

A Mirtes faz parte de um outro perfil de entrevistados: aqueles que vêem os filhos crescer, perdem o parceiro e acabam ficando sozinhas por isso...

De bom humor, preparou café e bolo de iogurte pra nos receber! Compartilhou um pedacinho da sua vida conosco: as alegrias e a solidão...
Incrível como conserva tudo tão limpo e organizado. Uma mobília antiga, de quando seu marido ainda vivia é preservada em meio as tecnologias modernas, que todos que moram sozinhos acabam se rendendo, cedo ou tarde, às suas maravilhas....