sexta-feira, 22 de maio de 2009
Oportunidades de negócios junto ao consumidor single – estudo para lançamento de um novo produto no mercado
1. Introdução
Conforme estudos feitos pelo Sebrae (2005), o segmento de mercado single despertou a atenção das empresas quanto ao potencial de consumo que representa. A indústria alimentícia, por exemplo, vislumbra este mercado oferecendo pratos prontos, salgados, minipizzas, carnes, verduras e frutas in natura embaladas em pequenas porções. E os consumidores estão respondendo a esse novo apelo. O mercado vem crescendo entre 6% a 7% por ano, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias Alimentícias (Abia).
Segundo destaca Scaranzi (2007), uma rede de supermercados, considerada como uma das maiores do país, registra um crescimento de 10% ao ano no consumo de pratos semi-prontos. Esta rede criou duas linhas de produtos para o consumidor que não se importa em pagar mais caro por porções menores. As pessoas que formam o público single prestam mais atenção na qualidade e marcas do que no preço.
De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2004), em 2003, cerca de 10% dos domicílios tinham um único morador. Em 10 anos, o percentual de famílias unipessoais cresceu de 7,5% para 10,2%. De acordo com esses indicadores, 2,4 milhões destes moradores são formados por mulheres, sendo que 70,7% tinham pelo menos 50 anos de idade. Entre os homens, o maior percentual (48,9%) estava concentrado na faixa de 25 a 49 anos de idade.
“O segmento single tende a crescer ainda mais. As pessoas estão casando tarde e os relacionamentos têm sido menos duradouros”, é o que prevê o professor de comportamento do consumidor da FGV-RJ (Fundação Getulio Vargas) Eduardo Ayrosa (apud Raquel Bocato, 2007).
Ayrosa destaca ainda que o compromisso com os solteiros é vantajoso. “O consumidor não quer se programar e planejar todos os cardápios da semana. A indústria alimentícia pode crescer oferecendo mais opções para os solteiros”.
Soraia Nigro (2007) destaca em seu texto que é preciso conhecer os hábitos deste consumidor. Uma pesquisa realizada pela Sense Envirosell pesquisas e informações, observou que praticidade, comodidade e conforto são os atributos que os solitários mais prezam. “Essas pessoas são sozinhas por opção ou porque tem dificuldades em partilhar seu tempo com os outros, prezam o tempo e a objetividade. Quando entram na
loja, sabem exatamente o que vão comprar” analisa José Augusto Domingues, diretor da Sense.
Domingues destaca ainda que são pessoas esclarecidas que sabem avaliar a relação custo-beneficio dos produtos.”O consumidor solitário não procura preços e compra para satisfazer a suas necessidades do dia-a-dia”.
Há cerca de dois anos as Indústrias Wickbold começou a investir em uma iniciativa que começou a ser elaborada em 1999, após pedidos realizados através do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), foi lançado no mercado uma embalagem menor dos pães preto, integral e light. Segundo Edilberto Wickbold (2007), diretor executivo da empresa, as pessoas sozinhas reclamavam do desperdício do produto alegando
que o pão vencia antes que conseguissem consumir a embalagem completa. Ele lembra ainda que: embalagem menor possibilita a compra de variedades do produto.
Eduardo Jakus, (2007) gerente de novos produtos da empresa Perdigão, acredita que apesar de pequeno o mercado single tende a crescer nos próximos anos.
Em torno deste contexto, o presente artigo tem o propósito de verificar a viabilidade mercadológica para o lançamento de um produto para atender o público single. Para isso, criou-se uma empresa fictícia e o seu produto, o Leite Magno, em embalagem de 500 ml.
Este produto atenderia a necessidade dos consumidores de leite, principalmente a categoria single.
Utilizando a caixinha com a quantidade disponível hoje no mercado (1.000 ml), após aberto o leite precisa ser consumido no prazo máximo de 48 horas (2 dias) devido à alta proliferação de microorganismos que modificam suas características normais, tornando-o impróprio para o consumo humano.
2. Desenvolvimento
O presente estudo foi desenvolvido a partir de uma abordagem exploratória, constituindo-se em estudo de caso. A amostra do estudo foi composta por 33 pessoas, com condição principal de morarem sozinhas. O instrumento de coleta de dados utilizado foi o questionário, com questões fechadas e abertas. Sua aplicação ocorreu entre os meses de outubro e novembro de 2006. Os dados coletados forma analisados
quantitativamente.
3. Resultados
Em relação ao perfil dos entrevistados, 58% são do sexo feminino, têm idade ente 19 e 29 anos, renda entre R$ 1.000,00 e R$ 3.000,00, e não têm filhos.
No item relacionado à utilização do leite, 85% apontou utilizá-lo para consumo próprio, e o restante utilizar para fazer doces.
O consumo dos entrevistados em relação a quantidade gira em torno de 1 à dois copos de leite por dia.
A preferência por leite é do tipo integral, correspondente a 58% das respostas, com destaque à embalagem tipo Tetra Pak.
O índice de lembrança de marca mais indicada na pesquisa foi o Leite Nilza, com 33% das respostas.
O tempo que os entrevistados demoram para consumir o leite varia entre 1 a 3 dias ou mais, sendo que 45% dos entrevistados demoram 3 dias ou mais para consumir uma caixinha de leite de 1.000 ml. Isto se apresenta como uma oportunidade de negócio neste nicho de mercado, pois é propício oferecer a esse consumidor o leite em menor quantidade.
Entre os entrevistados, 52% do total acreditam que a quantidade de 500 ml seria o ideal para seu consumo, sem perder as características próprias e necessárias do leite, propiciando ao consumidor obter o leite sempre fresco.
É a partir desta oportunidade que a idéia de lançamento de um novo tipo de leite no mercado se viabiliza, pois o leite em embalagem de 500 ml traz a praticidade que o público alvo para o lançamento deste produto necessita, que são as pessoas que moram sozinhas e demoram mais para consumir o leite na embalagem de 1.000 ml.
O Leite Magno será disponibilizado em embalagem de 500 ml armazenado em embalagem TetraPak, nas opções integral e desnatado. Esta opção pode ser consumida em 1 dia (2 copos de 250 ml) ou em até 2 dias (1 copo de 250 ml por dia).
O nome do leite foi escolhido devido o significado da palavra. Magno significa importante, está relacionado à magnífico, o que é muito bom, excelente, o que tem magnitude. Tudo o que busca passar para os futuros clientes. Um leite contendo excelência em qualidade e magnitude em praticidade.
O layout desenvolvido é bastante agradável e sugestivo. Conforme anexo A segue figura ilustrando o produto na opção integral.
O público single está concentrado nas regiões metropolitanas, sendo as regiões sul e sudeste que apresentam as maiores proporções de núcleos unipessoais, em particular nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (13,5%) e Rio de Janeiro (12,5%) (SEBRAE, 2004).
Analisando a concentração deste público por região a distribuição do produto deverá focar principalmente estas regiões visando atingir ao máximo esses consumidores.
Fonte: http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/5mostra/backup/2/180.pdf
Conforme estudos feitos pelo Sebrae (2005), o segmento de mercado single despertou a atenção das empresas quanto ao potencial de consumo que representa. A indústria alimentícia, por exemplo, vislumbra este mercado oferecendo pratos prontos, salgados, minipizzas, carnes, verduras e frutas in natura embaladas em pequenas porções. E os consumidores estão respondendo a esse novo apelo. O mercado vem crescendo entre 6% a 7% por ano, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias Alimentícias (Abia).
Segundo destaca Scaranzi (2007), uma rede de supermercados, considerada como uma das maiores do país, registra um crescimento de 10% ao ano no consumo de pratos semi-prontos. Esta rede criou duas linhas de produtos para o consumidor que não se importa em pagar mais caro por porções menores. As pessoas que formam o público single prestam mais atenção na qualidade e marcas do que no preço.
De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2004), em 2003, cerca de 10% dos domicílios tinham um único morador. Em 10 anos, o percentual de famílias unipessoais cresceu de 7,5% para 10,2%. De acordo com esses indicadores, 2,4 milhões destes moradores são formados por mulheres, sendo que 70,7% tinham pelo menos 50 anos de idade. Entre os homens, o maior percentual (48,9%) estava concentrado na faixa de 25 a 49 anos de idade.
“O segmento single tende a crescer ainda mais. As pessoas estão casando tarde e os relacionamentos têm sido menos duradouros”, é o que prevê o professor de comportamento do consumidor da FGV-RJ (Fundação Getulio Vargas) Eduardo Ayrosa (apud Raquel Bocato, 2007).
Ayrosa destaca ainda que o compromisso com os solteiros é vantajoso. “O consumidor não quer se programar e planejar todos os cardápios da semana. A indústria alimentícia pode crescer oferecendo mais opções para os solteiros”.
Soraia Nigro (2007) destaca em seu texto que é preciso conhecer os hábitos deste consumidor. Uma pesquisa realizada pela Sense Envirosell pesquisas e informações, observou que praticidade, comodidade e conforto são os atributos que os solitários mais prezam. “Essas pessoas são sozinhas por opção ou porque tem dificuldades em partilhar seu tempo com os outros, prezam o tempo e a objetividade. Quando entram na
loja, sabem exatamente o que vão comprar” analisa José Augusto Domingues, diretor da Sense.
Domingues destaca ainda que são pessoas esclarecidas que sabem avaliar a relação custo-beneficio dos produtos.”O consumidor solitário não procura preços e compra para satisfazer a suas necessidades do dia-a-dia”.
Há cerca de dois anos as Indústrias Wickbold começou a investir em uma iniciativa que começou a ser elaborada em 1999, após pedidos realizados através do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), foi lançado no mercado uma embalagem menor dos pães preto, integral e light. Segundo Edilberto Wickbold (2007), diretor executivo da empresa, as pessoas sozinhas reclamavam do desperdício do produto alegando
que o pão vencia antes que conseguissem consumir a embalagem completa. Ele lembra ainda que: embalagem menor possibilita a compra de variedades do produto.
Eduardo Jakus, (2007) gerente de novos produtos da empresa Perdigão, acredita que apesar de pequeno o mercado single tende a crescer nos próximos anos.
Em torno deste contexto, o presente artigo tem o propósito de verificar a viabilidade mercadológica para o lançamento de um produto para atender o público single. Para isso, criou-se uma empresa fictícia e o seu produto, o Leite Magno, em embalagem de 500 ml.
Este produto atenderia a necessidade dos consumidores de leite, principalmente a categoria single.
Utilizando a caixinha com a quantidade disponível hoje no mercado (1.000 ml), após aberto o leite precisa ser consumido no prazo máximo de 48 horas (2 dias) devido à alta proliferação de microorganismos que modificam suas características normais, tornando-o impróprio para o consumo humano.
2. Desenvolvimento
O presente estudo foi desenvolvido a partir de uma abordagem exploratória, constituindo-se em estudo de caso. A amostra do estudo foi composta por 33 pessoas, com condição principal de morarem sozinhas. O instrumento de coleta de dados utilizado foi o questionário, com questões fechadas e abertas. Sua aplicação ocorreu entre os meses de outubro e novembro de 2006. Os dados coletados forma analisados
quantitativamente.
3. Resultados
Em relação ao perfil dos entrevistados, 58% são do sexo feminino, têm idade ente 19 e 29 anos, renda entre R$ 1.000,00 e R$ 3.000,00, e não têm filhos.
No item relacionado à utilização do leite, 85% apontou utilizá-lo para consumo próprio, e o restante utilizar para fazer doces.
O consumo dos entrevistados em relação a quantidade gira em torno de 1 à dois copos de leite por dia.
A preferência por leite é do tipo integral, correspondente a 58% das respostas, com destaque à embalagem tipo Tetra Pak.
O índice de lembrança de marca mais indicada na pesquisa foi o Leite Nilza, com 33% das respostas.
O tempo que os entrevistados demoram para consumir o leite varia entre 1 a 3 dias ou mais, sendo que 45% dos entrevistados demoram 3 dias ou mais para consumir uma caixinha de leite de 1.000 ml. Isto se apresenta como uma oportunidade de negócio neste nicho de mercado, pois é propício oferecer a esse consumidor o leite em menor quantidade.
Entre os entrevistados, 52% do total acreditam que a quantidade de 500 ml seria o ideal para seu consumo, sem perder as características próprias e necessárias do leite, propiciando ao consumidor obter o leite sempre fresco.
É a partir desta oportunidade que a idéia de lançamento de um novo tipo de leite no mercado se viabiliza, pois o leite em embalagem de 500 ml traz a praticidade que o público alvo para o lançamento deste produto necessita, que são as pessoas que moram sozinhas e demoram mais para consumir o leite na embalagem de 1.000 ml.
O Leite Magno será disponibilizado em embalagem de 500 ml armazenado em embalagem TetraPak, nas opções integral e desnatado. Esta opção pode ser consumida em 1 dia (2 copos de 250 ml) ou em até 2 dias (1 copo de 250 ml por dia).
O nome do leite foi escolhido devido o significado da palavra. Magno significa importante, está relacionado à magnífico, o que é muito bom, excelente, o que tem magnitude. Tudo o que busca passar para os futuros clientes. Um leite contendo excelência em qualidade e magnitude em praticidade.
O layout desenvolvido é bastante agradável e sugestivo. Conforme anexo A segue figura ilustrando o produto na opção integral.
O público single está concentrado nas regiões metropolitanas, sendo as regiões sul e sudeste que apresentam as maiores proporções de núcleos unipessoais, em particular nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (13,5%) e Rio de Janeiro (12,5%) (SEBRAE, 2004).
Analisando a concentração deste público por região a distribuição do produto deverá focar principalmente estas regiões visando atingir ao máximo esses consumidores.
Fonte: http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/5mostra/backup/2/180.pdf
Trintões que moram com os pais formam 'geração canguru'
Segundo psicoterapeuta, estabilidade financeira não é fator determinante.
Conforto e mordomias contribuem para que eles permaneçam no lar.
Muitos jovens afirmam que sonham alcançar a independência e ter seu próprio canto. No entanto, vários chegam aos 30 anos no mesmo endereço dos pais. Entre os motivos estão o apreço pelo conforto e a dificuldade de se estabelecer financeiramente.
A psicoteraupeuta e sexóloga Mara Pusch, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que esse grupo de pessoas integra a chamada “geração canguru”, aquela que adora o conforto do lar. Na opinião de Mara, dinheiro não é fator determinante para pessoas nessa faixa etária continuarem na casa dos pais.
“Uma pessoa na faixa dos 30 e com curso universitário completo, por exemplo, já consegue ter uma renda que dá para pensar em se bancar. As pessoas prolongam a solteirice porque é cômodo se manter na casa da família”, diz.
De acordo com Mara, ao sair de casa, os jovens querem continuar com o mesmo padrão de vida, em vez de se contentar com menos mordomias. “Além do conforto, as preocupações, como contas a pagar, tendem a ser menores na casa dos pais”, diz.
De volta para a casa
Rodolfo Carreto, de 34 anos, trabalha como agente travel e após o término de um relacionamento voltou a morar com os pais. Ele tinha passado quatro anos fora de casa.
Ao retornar ao lar, Carreto conta que passou a se policiar mais com os horários de chegar em casa por respeito aos familiares. “Em casa não tem esse lance de ‘pegação de pé’, mas acabei impondo algumas regras para mim, a favor do bom convívio”, diz.
Ele afirma que sempre teve um bom relacionamento com os pais e ao voltar para casa foi muito paparicado. “Tenho a cama arrumada, a roupa passada. Passei a dar um valor enorme para isso.”
A dentista Viviam Mendes do Carmo, de 32 anos, passou um ano morando com o namorado no Rio de Janeiro. No entanto, o casal voltou para São Paulo em 2008. Enquanto buscam estabilidade financeira para voltar a viver juntos, cada um reside na casa de seus pais.
Além de ter um bom convívio com a família, ela também valoriza as regalias que tem no lar. “Eu ajudo com algumas despesas, mas tenho mais mordomias. Por exemplo, no Rio, nós não tínhamos um empregada doméstica e, em São Paulo, temos uma pessoa para realizar os serviços”, diz.
Em busca de companhia
O técnico em informática W.M., de 39 anos, também não deixou a casa dos pais. Ele conta que há fatores convenientes e inconvenientes em morar com a família. “É cômodo ter a comida da minha mãe, mas, por outro lado, também tenho que lidar com os problemas de relacionamento”, afirma. Segundo ele, é complicado fazer com que o pai aceite sua opção sexual.
O técnico em informática viveu fora da casa dos pais durante apenas um mês, quando – por motivos profissionais – foi morar na praia. Ele alega que a falta de companhia foi o fator que mais contribuiu para que não gostasse da morar sozinho. W.M. não descarta a possibilidade de sair da casa da família quando encontrar um parceiro.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL733722-5598,00-TRINTOES+QUE
+MORAM+COM+OS+PAIS+FORMAM+GERACAO+CANGURU.html
Conforto e mordomias contribuem para que eles permaneçam no lar.
Muitos jovens afirmam que sonham alcançar a independência e ter seu próprio canto. No entanto, vários chegam aos 30 anos no mesmo endereço dos pais. Entre os motivos estão o apreço pelo conforto e a dificuldade de se estabelecer financeiramente.
A psicoteraupeuta e sexóloga Mara Pusch, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que esse grupo de pessoas integra a chamada “geração canguru”, aquela que adora o conforto do lar. Na opinião de Mara, dinheiro não é fator determinante para pessoas nessa faixa etária continuarem na casa dos pais.
“Uma pessoa na faixa dos 30 e com curso universitário completo, por exemplo, já consegue ter uma renda que dá para pensar em se bancar. As pessoas prolongam a solteirice porque é cômodo se manter na casa da família”, diz.
De acordo com Mara, ao sair de casa, os jovens querem continuar com o mesmo padrão de vida, em vez de se contentar com menos mordomias. “Além do conforto, as preocupações, como contas a pagar, tendem a ser menores na casa dos pais”, diz.
De volta para a casa
Rodolfo Carreto, de 34 anos, trabalha como agente travel e após o término de um relacionamento voltou a morar com os pais. Ele tinha passado quatro anos fora de casa.
Ao retornar ao lar, Carreto conta que passou a se policiar mais com os horários de chegar em casa por respeito aos familiares. “Em casa não tem esse lance de ‘pegação de pé’, mas acabei impondo algumas regras para mim, a favor do bom convívio”, diz.
Ele afirma que sempre teve um bom relacionamento com os pais e ao voltar para casa foi muito paparicado. “Tenho a cama arrumada, a roupa passada. Passei a dar um valor enorme para isso.”
A dentista Viviam Mendes do Carmo, de 32 anos, passou um ano morando com o namorado no Rio de Janeiro. No entanto, o casal voltou para São Paulo em 2008. Enquanto buscam estabilidade financeira para voltar a viver juntos, cada um reside na casa de seus pais.
Além de ter um bom convívio com a família, ela também valoriza as regalias que tem no lar. “Eu ajudo com algumas despesas, mas tenho mais mordomias. Por exemplo, no Rio, nós não tínhamos um empregada doméstica e, em São Paulo, temos uma pessoa para realizar os serviços”, diz.
Em busca de companhia
O técnico em informática W.M., de 39 anos, também não deixou a casa dos pais. Ele conta que há fatores convenientes e inconvenientes em morar com a família. “É cômodo ter a comida da minha mãe, mas, por outro lado, também tenho que lidar com os problemas de relacionamento”, afirma. Segundo ele, é complicado fazer com que o pai aceite sua opção sexual.
O técnico em informática viveu fora da casa dos pais durante apenas um mês, quando – por motivos profissionais – foi morar na praia. Ele alega que a falta de companhia foi o fator que mais contribuiu para que não gostasse da morar sozinho. W.M. não descarta a possibilidade de sair da casa da família quando encontrar um parceiro.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL733722-5598,00-TRINTOES+QUE
+MORAM+COM+OS+PAIS+FORMAM+GERACAO+CANGURU.html
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